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Aqui não vamos debater o certo ou errado

Aqui não vamos debater o certo ou errado, este texto tem como objetivo criticar a falta de coerência dos que tem a caneta para punir, mas só punem torcedor. Também merecem críticas os senhores jornalistas, que ficam perplexos quando alguém acende um inofensivo sinalizador na arquibancada, mas se calam diante da atitude irresponsável de um profissional.

O grenal já passou, mas as críticas foram poucas para uma provocação direta contra a torcida colorada. Enquanto a nossa diretoria se cala e aceita o “vandalismo” com propriedade do Internacional (sim a bandeira é do Inter, não é da federação, nem dos jornalistas), resta aos torcedores defender o seu clube.

Estes que tanto criticam velhos costumes retirados das torcidas e proíbem a festa, os que consideram crime acender sinalizadores, beber dentro do estádio ou até xingar o juiz, agora vão se omitir? O STJD ou a Promotoria do Torcedor não vão tomar alguma medida disciplinar contra o jogador gremista? Ou apenas se faz escândalo quando uma bolinha de papel é jogada no gramado?

Aqui queremos deixar claro, como torcedores, que há um limite na provocação. Tentar comparar a situação de Eduardo Sasha com a do Edilson é subestimar a inteligência de qualquer leitor: Sasha brincou com sua própria torcida, assim não provocou ninguém diretamente durante o jogo, não criou uma situação que poderia gerar grave tumulto, como fez o atleta do nosso rival.

Aliás, a mídia gaúcha não é parâmetro para julgar mais nada em relação a comemorações e festejos. Enaltecem chamando de provocação normal este ato de ostensivo desrespeito, por sinal, os mesmos jornalistas que também chamam de folclore atos racistas. Aí o futebol “antigo” serve, enquanto no resto do tempo defendem que nossos estádios virem um teatro frequentado por um bando de torcedores passivos e bunda moles, sentadinhos e calados, meros espectadores com suas pipocas e refrigerantes.

Enquanto se permite que um jogador falte com o respeito a poucos metros do torcedor do Internacional, a CBF determina que a arbitragem puna qualquer jogador que tente se aproximar do alambrado/muro para comemorar com sua torcida.

São tantas contradições que este novo futebol nos apresenta, que segundo a legislação atual este atleta poderia ser indiciado criminalmente. Alguns diriam: “mas ele é jogador, a provocação dele se deixa passar, é folclore”. Então usaremos mesmo dois pesos e duas medidas e o Estatuto do Torcedor só vale quando convém?! A Lei 12.229 no artigo 41-B diz que qualquer ato que possa provocar tumulto ou incitar a violência é crime. Neste caso, a irresponsabilidade do atleta por pouco não provocou confusão e invasão a campo: se isto não foi incitar tumulto e violência com provocações diretas, não se sabe o que mais pode ser. Mas é claro que a Lei só é aplicada pelo MP contra o torcedor.

Torcedor colorado que, mesmo provocado, teve um comportamento exemplar! E é muito importante frisar isto, pois se qualquer um respondesse à provocação de alguma forma, certamente seria identificado, criminalizado e punido.

Com isto o que estamos expondo neste texto, é a falta de coerência e de critérios dos que criticam e perseguem as Torcidas sempre que podem, mas quando um jogador ou dirigente provoca uma torcida diretamente, podendo levar a acontecimento de agressão, não se fala nada ou não cobram punição como se faz com todas as Organizadas. Punem os torcedores por simples sinalizadores que não representam qualquer perigo, nos pedem postura de torcedores europeus, mas nos tratam invariavelmente como delinquentes, partindo de uma postura de sempre já condenar previamente. Por fim deixamos a pergunta: cadê a coerência dos que nos cobram um comportamento adequado, mas se esquivam de suas responsabilidades?

GUARDA POPULAR
Pela volta da festa, contra a criminalização do torcedor

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