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Há 10 Anos...

Existia uma sensação de não se conseguir conquistar mais nada de grande expressão. Um ano antes tinham nos furtado a felicidade de comemorar um titulo nacional. Aquele segundo lugar de 2005 parecia ser apenas mais um capitulo, mais uma frustação, nos tinham negado o direito de reaprender a conquistar títulos. Começa 2006 e havia incertezas, após uma final perdida para o maior rival no gauchão daquele ano, a torcida ainda buscava aceitar a estrela roubada de 2005. Entretanto, fora do Brasil, há um fator que poucos conhecem, esse fator se chama “os Deuses da Libertadores” e, por saberem que o verdadeiro campeão era o Internacional, nos reservaram aquela conquista inédita...

Há 10 anos começávamos a tomar conta da América, mostrávamos no primeiro jogo da final de 2006 que existia um time, um clube, uma nação de colorados que almejava de todo o coração se tornar o monarca do continente. Esse time iria cobrar de alguma forma o titulo do campeonato brasileiro que fora perdido de forma questionável um ano antes. Os Deuses da Libertadores daquele ano olharam para o Internacional na final que se iniciava naquela quarta-feira, dia 9 de agosto, em são Paulo. Conduziram o time o fazendo jogar como se estivesse jogando em casa, sua naturalidade em jogar naquela noite fez um garoto, um torcedor colorado, ser um jogador tão espetacular que balançou as redes duas vezes de forma magistral em um Morumbi que, dentro de campo e no grito da torcida colorada, virou o Beira-Rio. O que parecia impossível, o que sempre nos pareceu longe de ser conquistado, estava se tornando cada vez mais real. A copa libertadores agora se sentia possível de conquistar!

Porto alegre, 16 de agosto, não começa apenas no jogo, começa naquela quarta de 2006, quando um pouco depois do meio dia os entornos do Beira Rio já estavam abarrotados de colorados nervosos, ansiosos, em êxtase coletivo. Se respirava ar de libertadores, frio, nublado, com uma garoa fina que continua até poucas horas antes do jogo iniciar. Dentro do estádio, naquela final, os que sempre querem estragar a festa não permitiram as barras e nem os instrumentos da banda, parecia que não queriam que a torcida que fez a diferença durante toda a competição tivesse suas armas para ganhar aquele jogo. Mas isso, em vez de desmotivar, apenas inflamou mais a torcida. Mesmo havendo toda aquela tensão de final, de titulo nunca antes conquistado, nada desanimava um Beira Rio que rugiu, torceu e rezou como nunca. Mas a libertadores se não for com sofrimento não é libertadores.

Goooolllll o predestinado do gol mil, nosso Capitão, fazia a taça ficar cada vez mais palpável. Eram 29 minutos do primeiro tempo: em uma falha do grande goleiro do São Paulo e com uma jogada de pura raça na pequena área da goleira ao norte do Beira Rio, o sonho se tornava cada vez mais real. Acabara o primeiro tempo com sensação de que ela seria nossa, que finalmente a taça, a copa, a América era nossa.

Mas uma final não termina até o derradeiro apito. A batalha ainda estava apenas entrando no seu ultimo quarto de tempo, era a segunda metade do segundo jogo e tomávamos um gol de empate. Parecia por algum momento que não estávamos tão preparados para ela.

Foi quando aos 66 minutos, aquele iluminado que veio da Restinga, o guerreiro que era o pulmão do time, o mesmo que em 2005 sofrera um pênalti que não foi marcado e ainda acabou injustamente expulso, com um passe à meia altura, na cara da meta, acabou por fazer o gol que explodia o Gigante da Beira Rio e nos colocaria na frente do marcador, finalmente dando a confiança para o time jogar com calma novamente. Mas, como nada seria fácil, já naquele tempo o futebol condenava sumariamente aquele que apenas queria comemorar. Faltando então 24 minutos para o final, agora com um a menos, o jogo voltava à sua implacável tensão. Foi quando debaixo das traves coloradas destacou-se uma muralha intransponível, que devolveu nossa confiança e foi fundamental para garantir a inédita conquista.

Apita o árbitro, todos os colorados se abraçam e choram de imensa alegria! A Libertadores era finalmente nossa. Às 23:55 de 16 de agosto de 2006, a Libertadores se tocava e se olhava, dava sua primeira volta ao redor de um Gigante que a desejava com todo o coração. Começava uma nova era para a nação rubra, a Libertadores agora tinha uma nova casa e um novo monarca, o Sport Club Internacional.

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